quinta-feira, 17 de março de 2011

Saudação ao povo de Deus no início do trabalho do Pe. José Ionilton, SDV como Pároco na Paróquia Nossa Senhora da Boa Hora, Campo do Brito (SE).


1. Agradeço a Deus o dom da vida, da fé cristã, da vocação à Vida Consagrada Religiosa Vocacionista e de presbítero;
2. Agradeço ao Governo da Província Vocacionista do Brasil por me oferecer esta oportunidade de vir compor, junto com o Pe. Sebastião Ferreira, a Comunidade do Vocacionário Nossa Senhora de Guadalupe e com ele nos colocar a serviço da parcela do Povo de Deus que está na Paróquia Nossa Senhora da Boa Hora, Campo do Brito;
3. Agradeço a Igreja da Arquidiocese de Aracaju, por ter aceitado a indicação que a Província Vocacionista fez de meu nome para o serviço de pároco desta paróquia;
4. Agradeço ao meu irmão de consagração Pe. Eudete pelos seus dois anos de serviço como pároco nesta paróquia e que foi servir na Paróquia São Sebastião de Olaria, Rio de Janeiro;
5. Agradeço ao meu irmão de consagração Pe. Sebastião pelo que ele já fez e vai comigo fazer na ação evangelizadora desta paróquia;
6. Agradeço aos paroquianos e paroquianas pelo acolhimento e carinho já manifestado nesta minha chegada a Campo do Brito. Desejo ser um irmão e um servidor de vocês, como nos ensina Jesus e nosso Fundador o Bem Aventurado Padre Justino;
7. Agradeço de modo particular aos irmãos e às irmãs da paróquia, que atuam nas Comunidades Urbanas e Rurais, nas Pastorais, Grupos e Movimentos. A participação ativa de vocês é de fundamental importância para a Igreja cumprir bem a sua ação evangelizadora aqui em Campo do Brito;
8. Como Vocacionista, quero saudar de modo especial as Apóstolas da Santificação Universal, a EVP – Equipe Vocacional Paroquial e aos Amigos e às Amigas das Vocações. Espero que juntos possamos realizar um trabalho vocacional frutuoso, procurando e cultivando as vocações para a Igreja;
9. Desejo contribuir para continuar e ampliar o trabalho que meus irmãos Pe. Eudete e Pe. Sebastião vinham realizando na Catequese, na Liturgia, na vida sacramental, na atividade missionária, nas pastorais sociais, na formação cristã e para a cidadania, na opção evangélica e preferencial pelos pobres e excluídos, na integração fé e vida, religião e cidadania;
10. Desejo, com o Pe. Sebastião, realizar nosso serviço na paróquia, envolvendo as lideranças e valorizando os espaços de escuta do povo, especialmente através do CPP – Conselho de Pastoral Paroquial, do CPAE – Conselho para Assuntos Econômicos, das reuniões com as coordenações das Comunidades Urbanas e Rurais, mas também ampliando os espaços de participação e escuta do povo. Peço que falem sempre conosco, pois a opinião de vocês, suas críticas e sugestões serão sempre bem vindas e respondidas. Neste sentido muito nos ajudará a organização da Pastoral da Comunicação;
11. Sou defensor de que a Economia da Igreja, das Dioceses, das Paróquias e das Comunidades é dinheiro público, porque originado do dízimo, coletas nas celebrações, doações de nosso povo. Desejo, com o Pe. Sebastião, continuar usando o dinheiro público de nossa paróquia com muito zelo e cuidado e de buscar sempre a transparência e a honestidade, fazendo chegar ao conhecimento de todos os paroquianos e de todas as paroquianas os relatórios econômicos mensais, que somos obrigados a apresentar à Arquidiocese e à Província Vocacionista;
12. Desejo, com o Pe. Sebastião, continuar e intensificar a presença de nossa paróquia nas atividades da Arquidiocese e do Vicariato São Lucas, Agreste, bem como na vida pública de nosso município, a fim de poder contribuir com o bem comum e o controle social do dinheiro público, motivando os fieis para acompanharem e participarem das sessões da Câmara de Vereadores e das reuniões dos Conselhos Municipais;
13. No desejo de começar a conhecer melhor nossas lideranças e planejarmos a execução do que foi planejado no assembléia paroquial para os próximos meses, realizamos, dia 15, a reunião do CPP de nossa Paróquia. Onde tratamos dos seguintes assuntos: Calendário: março e abril; CPAE: constituição; Comissão de Festa 2011; Livro de Identificação das pastorais, grupos, movimentos e Comunidades; Desafios mais urgentes: ampliar nossa atuação com as Pastorais Sociais: Sobriedade e Saúde; Formação: Escola de Leigos(as) (temas: Bíblia, Magistério e Doutrina Social da Igreja); Missão: COMIP – Comissão Missionária Paroquial; Fé e Cidadania: Conselhos Municipais, Câmara, Controle Social das Contas Públicas; PASCOM paroquial; CPP: 4ª quarta; Horário: 19:30 hs.; Pauta com antecedência; Igreja abrir durante o dia; Secretaria: foi decidido mudar o atendimento para o térreo (questão de acessibilidade para as pessoas idosas e com alguma dificuldade para subir escada). Dê sua opinião sobre estes assuntos pelo e-mail da paróquia (paroquia.boahora@hotmail.com)  ou pelo meu e-mail pessoal (ioniltonsdv@bol.com.br) ou entregando sua opinião na secretaria da paróquia. Vamos voltar a falar sobre estes e tomar decisões no próximo CPP em abril.

Um abraço com carinho a cada irmão e a cada irmã na fé da Paróquia Nossa Senhora da Boa Hora e São Roque.

A Trindade, nosso Deus, nos abençoe e nos faça trabalhar com ardor pelo seu Reino, que é justiça, paz e alegria (cf. Rm 14,17).

Em Cristo, Maria, Mãe da Boa Hora, São Roque e o Bem Aventurado Justino Russolillo.

Pe. José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV
Religioso Vocacionista
Pároco

domingo, 13 de março de 2011

REFLEXÃO PARA O I DOMINGO DA QUARESMA

         UMA ESCOLHA A SE REFAZER SEMPRE!

      Começamos a Quaresma com um texto que nos possibilita refletir sobre o projeto de Deus a respeito do ser humano. O livro do Gênesis nos apresenta o homem sendo criado como o ponto alto de toda a criação, como imagem e semelhança de Deus. Exatamente por isso ele deverá proceder como superior a tudo e não deixar-se influenciar por nenhuma qualidade de qualquer coisa criada, deverá permanecer sempre livre!

É nesse exato momento que entra o a perversão do Mal ao provocar no homem o forte e imperioso desejo de experimentar a fruta proibida, ao ponto de apequenar-se cedendo às qualidades olfativas e visuais da fruta em detrimento da orientação do Criador.

Foi o primeiro ato em que o ser humano demonstrou que abria mão de sua liberdade para satisfazer seus instintos, sua curiosidade e, tragicamente, querer ser igual a Deus. Deixou de se reconhecer criatura, homem, vindo da terra, do humus e querendo, com seu próprio poder chegar a ser onipotente. O ser humano trocou a humildade pela soberba, eis o primeiro pecado.

No Evangelho, Jesus, o Homem Perfeito, a verdadeira imagem do Pai, vence o Mal ao manter-se submisso ao Pai e mostrar-se um homem livre. Não será a comida, a satisfação de suas necesidades biológicas que irá submetê-lo às propostas do Mal; nem a tentação do orgulho, da vaidade, do ser renomado, do ser famoso, do prestígio irá fazê-lo aceitar a imposição de Satanás e nem a sedução do poder o derrotará em sua fidelidade ao Pai.

Para nós, a ação de Jesus, sua postura, nos interpela quando em nossa vida somos tentados a satisfazer nossas necessidades naturais, nossos desejos de prestígio e nossa sede de poder. Olhemos para o Homem Perfeito, a Imagem Visível do Deus Invisível, e suas respostas serenas às perturbadoras tentações.

No trecho da Carta aos Romanos, São Paulo nos fala sobre os modos de vida de Adão e de Cristo. O primeiro, como vimos no início de nossa reflexão, mostrou-se fraco. Contudo, essa debilidade foi herdada por todos nós, seus descendentes. Somos conscientes de que titubeamos e fracassamos diante das tentações.

Em Cristo temos exatemente a realização da vocação da natureza humana, ser superior a tudo sendo imagem de Deus, sendo livre!

Mais ainda, não podemos comparar a graça de Deus ao pecado de Adão, nos fala o Apóstolo. Se “pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida em uma situação de pecado, assim também, pela desobediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça”, que é ser plenamente livre e plenamente unida a Deus.

Fonte: radiovaticana.org/bra

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Quaresma: seu sentido, sua observância

A Quaresma é um período de quarenta dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual, jejum e escuta da Palavra de Deus. Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (adultos que se preparavam para o Batismo) recebiam os últimos retoques em sua formação para a vida cristã: eles deveriam entregar-se a uma catequese mais intensa e aos exercícios de oração e penitência. Pouco a pouco, toda a comunidade cristã - isto é, os já batizados em Cristo -, começou a participar também deste clima, tanto para unir-se aos catecúmenos, como para renovar em si a graça de seu próprio batismo e o fervor da vida cristã, preparando-se, assim, para a santa Páscoa. Assim, surgiu a Quaresma: tempo no qual os cristãos, pela purificação e a oração, buscam renovar sua conversão para celebrarem na alegria espiritual a Santa Vigília de Páscoa, na madrugada do Domingo da Ressurreição, renovando suas promessas batismais. 

As práticas da Quaresma

A oração: neste tempo os cristãos se dedicam mais à oração. Uma boa prática é rezar diariamente um salmo ou, para os mais generosos, rezar todo o saltério no decorrer dos quarenta dias. Pode-se, também, rezar a Via Sacra às sextas-feiras!
A penitência: todos os dias quaresmais (exceto os domingos!) são dias de penitência. Cada um deve escolher uma pequena prática penitencial para este tempo. Por exemplo: renunciar a um lanche diariamente, ou a uma sobremesa, etc... Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa os cristãos jejuam: o jejum nos faz recordar que somos frágeis e que a vida que temos é um dom de Deus, que deve ser vivida em união com ele. Os mais generosos podem jejuar todas as sextas-feiras da Quaresma. Farão muitíssimo bem! Recordemo-nos que às sextas-feiras os católicos não devem comer carne; e isto vale para o ano todo!
A esmola: trata-se da caridade fraterna. Este tempo santo deve abrir nosso coração para os irmãos: esmola, capacidade de ajudar, visitar os doentes, aprender a escutar os outros, reconciliar-se com alguém de quem estamos afastados - eis algumas das coisas que se pode fazer neste sentido! Neste ano, a Igreja no Brasil lembra-nos os irmãos idosos. Um belo modo de esmola é a atenção e o gesto de carinho para com os anciãos.
A leitura da Palavra de Deus: este é um tempo de escuta mais atenta da Palavra: o homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra saída da boca de Deus. Seria muitíssimo recomendável ler durante este tempo o Livro do Êxodo ou o Profeta Jeremias ou Oséias ou, ainda, a Epístola aos Romanos.
A conversão: “Eis o tempo da conversão!”, diz-nos São Paulo. Que cada um veja um vício, um ponto fraco, que o afasta de Cristo, e procure lutar, combatê-lo nesta Quaresma! É o que a Tradição ascética de Igreja chama de “combate espiritual” e “luta contra os demônios”. Nossos demônios são nossos vícios, nossas más tendências, que precisam ser combatidas. Os antigos davam o nome de sete demônios principais: a soberba, a avareza, a tristeza (hoje diz-se a inveja), a preguiça, a ira, a gula, a sensualidade. Estes demônios geram outros. Na Quaresma, é necessário identificar aqueles que são mais fortes em nós e combatê-los! 

Fonte: www.domhenrique.com.br

terça-feira, 8 de março de 2011

Campanha da Fraternidade 2011 reflete sobre vida no planeta

     Conversão, fé, mudança de vida e um planeta no qual vigore o desenvolvimento sustentável e a vida é respeitada como dom em todas as suas manifestações. Todos esses temas estão interligados e é para mostrar estes vínculos estreitos que se dedica a Campanha da Fraternidade (CF) deste ano.

O tema da CF 2011 é "Fraternidade e a Vida no Planeta", com o lema "A criação geme em dores de parto" (Rm 8, 22). Desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe anualmente algum tema de relevância para auxiliar a caminhada dos católicos durante os quarenta dias que separam a Quarta-feira de Cinzas da Páscoa – denominado "Quaresma" no calendário litúrgico.

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, recorda a originalidade da Campanha, que "pretende sempre suscitar debate e se tornou um dos principais instrumentos de conscientização que a Igreja dispõe em nível nacional. É um produto genuinamente brasileiro. Não existe nada similar em outros países. É a nossa maneira concreta de viver a Quaresma", explica.
"A Campanha quer cooperar para que todos os cristãos possam fazer uma caminhada de conversão pessoal e celebrar com grande alegria a Páscoa de Jesus", destaca o secretário-executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias.

A temática ambiental/ecológica é trabalhada em diversos níveis, desde governo até comunidades. No entanto, qual é a diferença que aparece quanto o assunto é tratado no terreno da Igreja? "Fazemos isso a partir de nossa visão de pessoa e da própria Doutrina Social da Igreja (DSI). Nosso diferencial é a finalidade da Quaresma e as reflexões realizadas à luz da fé – nos interessa perceber o que a fé, a Tradição, a Palavra de Deus têm a nos dizer", relata Dom Dimas.

Nesse processo, a conscientização das comunidades é o primeiro passo para a tomada de ações concretas, levando em conta as demandas de cada realidade. "Aí, não podemos deixar uma reflexão de lado: o consumo. Vivemos numa sociedade consumista por excelência. É um sistema que gira dessa forma. E as pessoas vão se tornando cada vez mais homofabers (viver para trabalhar), buscam apenas a perspectiva do conforto, do bem-estar, enfim", lembra padre Dias.

Tema e história

O lema da CF 2011 é retirado de uma das várias cartas escritas por São Paulo, que possui uma "visão cósmica da salvação", conforme explica o secretário-geral da CNBB.

"Para Paulo, a salvação não é assunto referente apenas às almas, nem somente aos cristãos, é algo que diz respeito à humanidade toda. Mais ainda, a todo o universo. Jesus é o mediador de uma nova e eterna aliança que tem repercussões cósmicas. Nesse sentido, Paulo lembra que a criação inteira ainda aguarda sua plenitude, que realiza-se em Cristo, porque n'Ele todas as coisas foram feitas", salienta o bispo.

Nessa perspectiva, o ser humano precisa assumir seu papel de cocriador na criação, enquanto administrador de tudo o que foi criado por Deus.

"As Campanhas anteriores tiveram um foco bem saliente nos sofredores e pobres, necessitados, e é importante que seja assim. No entanto, o foco agora se alarga para pensar na vida do planeta como tal. Afinal de contas, nem pobres ou ricos sobreviverão se o planeta for destruído", pondera Dom Dimas.

Acerca da noção de desenvolvimento sustentável, o secretário-geral adverte que todos querem desenvolvimento, mas é preciso buscá-lo com responsabilidade. "Muitos países estão pouco interessados com o futuro e investem em processos contra o meio ambiente. Isso é irresponsável, pois o que está em jogo não é a vida da geração de hoje somente, mas das gerações futuras, ameaçadas quando iniciativas públicas não são feitas com responsabilidade".

Fonte: cancaonova.com.br
 

sábado, 5 de março de 2011

REFLEXÃO PARA O 9º DOMINGO DO TEMPO COMUM

IMPORTA FAZER E NÃO APENAS FALAR!

        Incutir no coração e na alma as palavras de Javé, palavras de Vida e de Felicidade, transmitidas por meio de Moisés: esse é o espírito da 1ª leitura da liturgia deste domingo. A seguir, o autor do Deuteronômio apresenta o final do discurso de Moisés, em que bênçãos e maldições são consequências de nossas opções. A primeira, se obedecermos a Deus e a segunda, se nos afastarmos do caminho do Senhor para seguirmos outros deuses.

Aparentemente, isso pode significar prêmio para os bons e castigo para os desobedientes. Mas não é assim. O Senhor é Pai bondoso e não nos castiga, mas apenas nos corrige para o nosso bem. No caso, quando o autor sagrado fala em bênção e maldição, ele quer nos dizer que seguir os caminhos de Deus, é seguir o caminho da vida, da felicidade, porque Deus é a felicidade, Deus é a vida. Do mesmo modo, o castigo, a maldição já está implícita na própria escolha. Se opto por assistir a um fime policial, não posso reclamar que ele seja tenso e repleto de crimes. Do mesmo modo, não existirá surpresa se o filme escolhido é um musical e ele está repleto de cantos e danças. Portanto, bênçãos e maldições não são prêmios e nem castigos, mas consequências de nossas opções.

No Evangelho, Jesus se serve da imagem da construção de uma casa, a ser construída sobre a rocha ou sobre a areia, para nos alertar sobre a conveniência de optarmos pela solidez dos ditames divinos, que nos dará a felicidade almejada. Do mesmo modo, o Senhor nos previne sobre o desastre que se verificará caso nossa opção ser o mais fácil, a lei do menor esforço, representado pela escolha da areia como terreno para a construção de nossa vida. A frustração será absoluta!

Somos os autores, os senhores de nossa felicidade e sucesso e, do mesmo modo, responsáveis pelo nosso fracasso e ruína.

A segunda leitura, da Carta de São Paulo aos Romanos nos apresenta Jesus como nosso Redentor, Aquele pelo qual o Pai decidiu perdoar nossos pecados, os pecados de toda a Humanidade. Mais ainda, esse perdão nos vem de modo absolutamente independente da Lei: “Irmãos: Agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas, justiça de Deus essa que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé.” Portanto a justificação, o perdão, independe de nossas boas ações, mas é um dom de Deus. Paulo escreve: “Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica.”

Somos salvos ou condenados não por nossos atos, mas pela fé em Jesus Cristo! Construir sobre a rocha é construir sobre os ensinamentos de Jesus Cristo e, consequentemente, teremos a felicidade já nesta vida. Mas ter a felicidade eterna é dom gratuito de Deus, jamais fruto de nossas boas ações.

Fonte: radiovaticana.org/bra

domingo, 27 de fevereiro de 2011

REFLEXÃO: AMOR DE DEUS

      Em Deus Podemos Confiar
      8º Domingo do Tempo Comum

 Em situações de grande conflito e sofrimento chegamos a pensar que Deus nos abandonou, nos esqueceu.

A liturgia deste domingo tem a missão de alertar nosso sentimento, de que Deus nos ama mais que qualquer mãe. Isaías usa o exemplo do carinho de uma mãe para recordar que ela jamais se esquece de amamentar o filho, de lhe dar atenção quando chora, e mesmo que isso pudesse acontecer, Deus jamais esqueceria um de nós. Com isso vemos que para Deus valemos muito. Deus nos ama mais que uma mãe ama seu filho.

Baseados nisso entramos na leitura do Evangelho onde Jesus diz: “Portanto, não vos preocupeis, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? Os pagãos é que se preocupam com essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso.” Temos um Pai que providencia essas coisas. Os pagãos, que não creem em Deus, que não O conhecem como Pai, que não conhecem sua Providência, é que gastam tempo com essas preocupações.

Isso não significa que deveremos ficar num cômodo fazer nada, aguardando que as coisas caiam do céu. Significa, como diz Jesus, ao final do Evangelho de hoje, que deveremos trabalhar buscando o Reino de Deus e sua justiça em primero lugar e, consequentemente, Deus nos dará todas as coisas em acréscimo. Ora, trabalhar pelo Reino e por sua justiça é trabalhar para que todos tenham emprego, assistência médica, escola, lazer, enfim, tudo aquilo de que o ser humano necessita para viver sua dignidade de filho de Deus.

Na segunda leitura, Paulo acrescenta um aspecto muito importante no tocante ao confiar em Deus. Deveremos esperar d’Ele não apenas os bens materiais, mas também a justiça no tocante ao julgamento dos homens sobre nossas pessoas. “Quem me julga é Senhor!”
Em qualquer situação de nossa vida, devermos confiar na Providência divina, mais que uma criança confia em sua mãe e se entrega ao seu Pai. Na vida e na morte, nas carências de bens materiais ou no baixo conceito que temos na visão de outros seres humanos, confiemos no amor de Deus.

Façamos nossa tarefa de colaborar com o Senhor na construção do Reino de Justiça, mas esperemos n’Ele, em seu amor providencial. Confiemos em seu radical amor por cada um de nós, seus filhos queridos.

Fonte: radiovaticana.org/bra