domingo, 27 de novembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 1º DOMINGO DO ADVENTO

A graça de Deus nos oferece um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã haurida da Sagrada Escritura.

A primeira leitura nos relata uma situação muito difícil na vida do Povo de Israel: ele vive um momento de exílio. Suas cidades foram destruídas, sua população assassinada, inclusive suas crianças, e os que restaram foram feitos escravos. Nessa situação de extrema dor e total carência, os que sobraram dirigem seus olhares para o Senhor, chamando-o de Pai, de Redentor, para que se manifeste e mantenha suas promessas de proteção e amparo.

Deus não se manifesta e aparentemente não mantém as promessas feitas anteriormente. Essa ocasião propicia ao povo um exame de consciência que os leva à conclusão de que foram eles, com suas más ações, que romperam a aliança.
Por outro lado, esse exame mostrou a todos a própria incapacidade de serem fiéis e até a fragilidade de seus atos religiosos.
Nesse momento o povo chegou ao grau máximo de lucidez e percebeu que somente Deus poderia salvá-lo, redimi-lo. Nesse exato momento, de profunda humildade, ele foi salvo.

O Evangelho nos fala em vigiar e vigiar sempre. Quando alguém vigia é porque deseja não ser surpreendido. Quando a enfermeira fica de plantão vigiando um doente em estado grave, ela está atenta para impedir que o quadro da saúde piore; quando um policial permanece de plantão ao lado de um banco, seu intuito é evitar a ação de um ladrão.

E para Jesus, o que significa para ele vigiar? Para Jesus significa um constante estado de alerta à espera da chegada do mundo novo, ou melhor, do homem novo, dele mesmo, Jesus Cristo, o Messias, o Redentor.Essa vigília significa não dormir no pecado, mas estar acordado pela fé, pela esperança, praticando aquilo que é justiça, que é amor.

Somente aqueles que estão antenados na chegada do Redentor é que irão conhecer o momento e poderão abrir seus corações ao Salvador, como aconteceu em sua primeira vinda.
As pessoas estavam tão voltadas para si mesmas, que não tiveram sensibilidade para perceber a necessidade de uma grávida prestes a dar à luz, e simplesmente se fecharam no seu conforto, mesmo miserável; também aquelas pessoas que não foram lúcidas para distinguir entre um benfeitor que curava, alimentava, perdoava, reconciliava e um bandido, ladrão e assassino, pediram a libertação deste e a crucifixão do outro.

Estejamos acordados, lúcidos para podermos acolher o nosso Salvador. Como os israelitas da primeira leitura, sejamos humildes e abertos ao Redentor. Reconheçamos nossos limites e digamos “Vem Senhor Jesus, Vem”!
Com a frase que encerra o trecho da carta de Paulo da liturgia de hoje, encerramos nossa reflexão:” Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso”. 

Fonte: radiovaticana.org

domingo, 20 de novembro de 2011

Igreja celebra, no dia 20, o Dia do Cristão Leigo

No dia 20 de novembro, a Igreja do Brasil celebra a festa de Cristo Rei, e na mesma ocasião é comemorado o Dia do Cristão Leigo. A data fecha o ciclo do ano litúrgico e toda a comunidade é chamada a refletir, antes de começado o tempo do Advento e a preparação para o Natal, sobre a identidade e missão desses homens e mulheres, cristãos leigos, que formam a imensa parcela do Povo de Deus.
Na abertura da V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida (SP), em 2007, o papa Bento XVI convocou os leigos a assumirem a sua missão com “audácia e entusiasmo”. Segundo o papa, os leigos “devem sentir-se co-responsáveis na construção da sociedade segundo os critérios do Evangelho, em comunhão com os seus pastores”. Bento XVI deu ainda um recado para a Igreja: “Promover um laicato amadurecido, responsável com a missão de anunciar e fazer visível o Reino do Senhor”.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Severino Clasen, os leigos são protagonistas da Igreja e são convidados a promover os valores do Evangelho. “Os leigos são convidados a promover a paz, a justiça e a fraternidade, para mobilizar e transformar o mundo num sinal do Reino de Deus”.
“Nós, cristãos leigos e leigos somos homens e mulheres do mundo no coração da Igreja, e homens e mulheres da Igreja no coração do mundo”, disse o presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Laudelino Augusto Azevedo, que completou afirmando: “Atuamos nas comunidades, nas Pastorais, nos movimentos, nas novas comunidades, nas periferias, nos centros urbanos, no mundo, exercendo nossas vocações e missões. Por isso, em nosso dia, louvo a Deus por tantos e tantas que fazem da Igreja um espaço de comunhão”, destacou.
O assessor da Comissão para o Laicato, Geraldo Aguiar, destaca a data como “marcante” e definidora de um momento de reflexão sobre o momento do leigo na Igreja.
A vice-presidente do CNLB, Marilza Lopes Schuina, falou sobre a escolha da data para a comemoração do Dia do Leigo no Brasil. “o Dia Nacional do Leigo e da Leiga é celebrado na festa de Cristo Rei desde a década de 90, com o intuito de recuperar a memória e a importância da Ação Católica para a Igreja e o laicato brasileiro. A data nos faz lembrar a nossa condição de Profeta-Sacerdote-Rei, incorporada a Cristo pelo Batismo, pelo qual somos parte do mistério de amor que é a relação de Deus com sua Igreja. Celebrando o Dia do Leigo, rezamos pela vocação laical, muitas vezes esquecida, pois a tendência que temos é de acreditar que vocacionados são os sacerdotes, as freiras.
Marilza destaca o desafio permanente que o leigo enfrenta no cotidiano “Ser leigo e leiga é um desafio permanente. E como nos diz nosso companheiro Carlos Signorelli, é um desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo?  Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá.  Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas, onde quer que se viva, trabalhe, reze, divirta-se. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado”, completou.

Reflexão - Solenidade de Cristo Rei do Universo

O Evangelho da solenidade deste domingo é o das bênçãos e das maldições que estão em Mateus, trecho também conhecido como Juízo Final.

O texto celebra a vitória da justiça ocorrida na ressurreição de Jesus e no momento em que o Senhor é declarado rei para sempre. A justiça, a verdade e a paz serão eternas.

Depois de uma vida sobre a terra, depois do anúncio feito por Jesus de que Deus é nosso Pai e de que todos os habitantes da terra são irmãos, depois do Mestre ter anunciado a vocação de fraternidade e de ter promulgado as bem-aventuranças, depois do Senhor ter lavado os pés dos discípulos, depois do Redentor ter morrido na cruz e ressuscitado, depois do Ressuscitado ter feito o envio de seus apóstolos a anunciarem o Evangelho, pregarem a conversão e o batismo, todos aqueles que responderam sim aos apelos amorosos de Deus, apesar do enfretamento a diversas dificuldades, serão acolhidos na Casa do Pai.

Como podemos apreender da atitude de Jesus, o Homem por excelência, o que conta para ser acolhido na felicidade eterna é e será sempre nossa atitude não apenas de solidariedade, mas de fraternidade, ou seja, um passo a mais no relacionamento com o outro. Ele não é apenas alguém com quem divido o pão, o teto e os sentimentos, mas é alguém que tenho como da mesma família, da mesma origem, a quem estou unido por laços de afeto.

No Livro de Ezequiel, 1ª leitura de hoje, Deus se apresenta como o Pastor, aquele que procura a ovelha perdida, reconduz a extraviada, cura a ferida, fortalece a doente e alimenta todas.

Esse discurso é dirigido aos judeus que estão procurando se recuperar da destruição feita pelo poder babilônico e esse mesmo povo se encontra agora oprimido também por judeus mais espertos que não têm escrúpulos de explorar seus compatriotas. Esse discurso é o alento de Deus aos pobres e aos oprimidos.

No Evangelho, Mateus nos diz que as obras de misericórdia são a resposta que Deus espera de nós em meio a uma situação de desgraças e infelicidades. É com pessoas que as praticam que o Senhor se identifica.

O amor a Deus está intimamente ligado ao amor ao próximo. A verdadeira religião leva ao outro.

A vida de alguém será considerada bem sucedida não pelos filhos que tenha gerado, nem pelos títulos acadêmicos que possa ter obtido, e muito menos pela riqueza que possuir. Uma vida realizada será assim considerada por Deus se a pessoa lutou por um mundo justo e fraterno, se empregou seu tempo, seus conhecimentos, sua saúde para eliminar situações em que seus irmãos se sentiam marginalizados e se não foram nem cúmplices e nem coniventes com as opressões.

Cristo é Rei e Senhor porque na luta contra o mal venceu a tentação do acúmulo, da abundância e do prestígio.

Fonte: radiovaticana.org

sábado, 19 de novembro de 2011

AVALIAÇÃO DA COORDENAÇÃO DAS PASTORAIS, GRUPOS E MOVIMENTOS DA CAMINHADA DA PARÓQUIA, ENVIADA PARA A ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA


PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA BOA HORA E SÃO ROQUE
PRAÇA BOA HORA, S/Nº - CENTRO
TEL: 3443-1738/1156 - CAMPO DO BRITO/SE
Animação Pastoral: Religiosos Vocacionistas

1- Sua paróquia tem sido realmente lugar de vida cristã? Por quê? Dê exemplos.

Sim, pois estamos buscando vivenciar a Palavra de Deus através das celebrações dos Sacramentos, momentos de orações em comunidade, encontros de formação, encontros onde as pastorais, grupos e movimentos participam como Igreja refletindo os problemas sociais.
Exemplo:
- Leitura e reflexão de textos das Sagradas Escrituras nos eventos e reuniões da Paróquia (CPP, CPAE e CEB’s rurais e urbanas);
- Encontrão com as CEB’s;
- Preparação e formação da Equipe Missionária;
- Participação nas atividades promovidas pela Arquidiocese e Vicariato São Lucas;
- Grito dos Excluídos e Semana da Cidadania;
- Ações de caridade assistencial.

2- Sua paróquia é uma comunidade missionária, que procura levar o Evangelho de Cristo aqueles que estão distantes? Dê exemplos?

Sim, além das missões coordenadas pelos Religiosos Vocacionistas com a participação de Religiosos e Religiosas de outras Congregações e leigos que sempre acontece em nossa paróquia, como aconteceu em janeiro deste ano,  em maio foi instituída a Equipe Missionária, que vem realizando uma vêz por mês, um domingo missionário, visitando e animando as comunidades de nossa paróquia, levando a Palavra de Deus a todas as famílias. Além do trabalho que várias pastorais, grupos e movimentos da Paróquia já fazem com suas visitas aos enfermos, idosos e famílias em dificuldades.

3- Nos últimos quatro anos toda a Pastoral da Arquidiocese pautou-se na preparação e na celebração do Jubileu. Concretamente, quais propostas pastorais foram implementadas na sua paróquia?

Trabalhamos os temas e sub-temas propostos pela Arquidiocese durante o novenário e festa dos padroeiros em 2010, lembrando o papel de Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, e a Eucaristia como ápice e fonte de toda caminhada. A vivência do Ano Catequético e a realização do Tríduo Eucarístico na paróquia e Vicariato em preparação para o Congresso Eucarístico Arquidiocesano, culminando com o Congresso Bíblico – Catequético realizado este ano, com a presneça de seis (6) catequistas de nossa paróquia. O tema da festa de 2011, "Mantendo os olhos fixos em Jesus" (Hb 11,2), aprofundou mais ainda a temática de nosso seguimento a Jesus, a partir de seu modo de ser e agir.

4- Enumere os grupos, pastorais e movimentos existentes na sua paróquia. Quais funcionam efetivamente? Quais não funcionam? Quantas e quais são as comunidades que formam sua paróquia? Especifique quais delas possuem um local apropriado para o encontro do povo de Deus.

        Pastoral do Batismo  (Catequese com os Pais e Padrinhos);
        Pastoral Catequética (1ª Eucaristia e Perseverança);
        Pastoral da Crisma;
        Pastoral Familiar (realiza a Catequese com os Noivos);
        Pastoral Vocacional;
        Pastoral da Juventude;
        Pastoral da Criança;
        Pastoral da Pessoa Idosa;
        Equipe Missionária;
        Pastoral do Dízimo;
        Equipe de Liturgia;
        Acólitos (coroinhas);
        MECE’s;
        Ministério de Música;
        Apostolado da Oração;
        Legião de Maria (4 Praesidium);
        Grupo Mãe Rainha – Mãe Peregrina;
        Grupo de Oração Terço dos Homens;
        Catequese de Adultos.

Todas as pastorais, grupos e movimentos funcionam efetivamente exceto a Catequese de Adultos que está em fase inicial.

Comunidades que formam a Paróquia:

12 CEB’s Rurais

        Nossa Senhora do Perpetuo Socorro – Garangau
        Nossa Senhora Aparecida – Tapera da Serra
        Nossa Senhora da Conceição – Serra das Minas
        Nossa Senhora do Bom Parto – Boa Vista
        São Pedro e Nossa Senhora da Guia – Gameleira (2 capelas)
        Santo Antônio – Cercado
        São João Evangelista – Terra Vermelha
        São José – Caatinga Redonda
        Santa Luzia – Limoeiro
        Santa Rita de Cássia – Brito Velho
        Santa Tereza D’Ávila – Poço Comprido
        Nossa Senhora do Bom Parto  - Rodiador

05 CEB’s Urbanas

        Santa Maria Madalena – Ceilão
        São Francisco de Assis – Mutirão
        São Vicente de Paulo – Bom Jardim
        Nossa Senhora das Divinas Vocações – Murginga

Nas CEB’s rurais todas possuem capelas exceto a comunidade de Rodiador. Nas CEB’s Urbanas só possui capela a comunidade de Ceilão.

5- Quais os principais desafios existentes na sua Paróquia?

- Ampliar o número de paroquianos que assumam uma atividade missionária/ pastoral.
- Intensificar o trabalho de conscientização sobre o Dízimo para melhorar o valor da devolução de quem já é dizimista e para ampliar o número de dizimistas na paróquia, especialmente de quem participa de pastorais, grupos, movimentos e comunidades.
- Viabilizar transporte para visita dos agentes pastorais da cidade nas comunidades rurais.
- Adquirir um serviço de som volante para eventos externos.
- Construir capelas nas comunidades urbanas e rurais que ainda não possuem.
- Melhorar a organização litúrgica das Celebrações Eucarísticas e dos outros Sacramentos.
- Melhorar o trabalho vocacional.
- Criar as Pastorais da Sobriedade, Saúde e Comunicação.
- Intensificar a pastoral de comunhão, motivando para uma integração entre as pastorais, grupos, movimentos e comunidades da paróquia.
- Desenvolver uma maior consciência da dimensão social da fé cristã, procurando fazer a integração entre fé e vida.

6- O que precisa mudar com mais urgência na vida de sua paróquia?

- Aumentar a integração das pastorais, grupos, movimentos da cidade com as CEB’S rurais.
- Conscientizar os fiéis  sobre a importância da pontualidade nas Celebrações Eucarísticas.
- A participação dos membros de grupos, movimentos e pastorais nos eventos promovidos pela paróquia, especialmente no que se refere à formação e às atividades na linha da integração fé e cidadania.
- O envolvimento e co-responsabilidade dos pais na formação cristã dos filhos.

7- Como se encontra sua paróquia no tocante aos seguintes aspectos:

        Preparação para os sacramentos da iniciação cristã?
- Temos funcionando a Catequese de preparação para primeira Eucaristia, a Catequese de Perseverança, a Catequese da Crisma, a Catequese de Pais e Padrinhos (Batismo) e a Catequese com os Noivos. Necessitamos de mais agentes para estas formas de Catequese e de rever o conteúdo e a metodologia dos encontros catequéticos.
- Implementar a Catequese com adultos que está em fase inicial.

        Formação Bíblica e utilização das Sagradas Escrituras                                         
- Todas as reuniões do CPP, CPAE e CEB’s, das pastorais, grupos e movimentos se faz a leitura e a meditação das Sagradas Escrituras.                                                                      
- Tivemos uma tarde de estudo sobre a Bíblia e sobre a Exostação pós Sinodal sobre a Palavra de Deus e uma Exposição Bíblica.
- Faz-se necessário em 2012 a criação dos Círculos Bíblicos e de espaços para a Leitura Orante da Bíblia.

        Ação Social
      - Atuação da Pastoral da Criança e da Pastoral do Idoso;
- Distribuição mensal de 30 cestas básicas aos necessitados cadastrados na paróquia, através do movimento Cesta de São Roque (os paroquianos doam gêneros alimentícios nas celebrações ou entregam na secretaria);
- Doação de 20 cestas básicas através do Programa de adoção à distância, realizado pela Província Vocacionista, vindo de famílias da Itália;
- Ajudas em situação de emergência para aquisição de medicamentos, alimentos, pagamento de contas de água e energia;
      - Incentivo dos Religiosos Padres para a participação dos paroquianos nas atividades de cunho social, como presença nas sessões da Câmara de Vereadores, Acompanhamento das Contas Públicas;                                               
    - Realização da Semana da Cidadania, do Grito dos Excluídos, da Tarde de Reflexão sobre "Campo do Brito e o Meio Ambiente" e a adesão à Campanha feita pela ONG "Canto Vivo" para o reflorestamento da Serra de São José;             
     - Incentivo dos Religiosos Padres aos leigos e às leigas da Paróquia para participarem mais das associações de moradores, cooperativas, sindicatos e partidos políticos;                                      - Processo de formação para a efetivação da Lei 9840 de Combate à Corrupção Eleitoral em vista das eleições de 2012, mostrando que a compra e a venda de votos nas eleições é crime (sociedade civil) e é pecado (âmbito da fé, da Igreja).



domingo, 13 de novembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 33º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A primeira leitura nos faz o elogio da mulher ideal. Ela transmite ao seu marido paz, serenidade e harmonia. Ela não restringe suas preocupações ao marido e aos filhos, mas como sede do amor, se preocupa com todas as pessoas, especialmente com aquelas que estão sob seu teto, como os empregados e afins. Ela é generosa para com os pobres e os socorre.

Por outro lado ela é profundamente religiosa e se ocupa com as coisas do Senhor. Em nossa sociedade é principalmente a mulher que passa para os filhos a formação espiritual.

O texto também nos fala da laboriosidade da dona da casa. Levanta cedo, se deita tarde, suas mãos são produtoras, ocupa-se sempre em proporcionar bem-estar a todos que estão em casa.

Essa mulher tem em Nossa Senhora o seu modelo e nela se inspira, diversamente de outras que sacrificam a família e sua própria felicidade para possuir um corpo de acordo com os ditames da época e suas atenções são voltadas para si mesma e não para seus queridos. Maria, a filha querida do Pai, a Mãe de Jesus, a esposa do Espírito Santo e companheira de José é chamada a cheia de graça exatamente porque soube ser a mulher madura, voltada para os outros e disposta a amar plenamente até às últimas consequências. Essa é a mulher ideal, a mulher realizada, feliz! Não possui traumas e nem recalques. É realizada e realiza, consequentemente, seu marido, seus filhos. Ela proporciona realização a todos os que estão a seu lado.

Essa mulher ouviu os conselhos da segunda leitura da liturgia de hoje, a 1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, quando diz “...sejamos vigilantes e sóbrios”.

Essa mulher também ouviu a parábola de Jesus contada por São Mateus no Evangelho deste domingo. Ela não enterrou, mas soube fazer frutificar todos os talentos que recebeu. Através do amor ao marido e aos filhos, através da atenção aos empregados, através da caridade para com os pobres, com os doentes e com os necessitados, através da atenção para com os vizinhos e colegas, ela soube multiplicar todos os dons que o Senhor lhe deu.


Fonte: radiovaticana.org

domingo, 6 de novembro de 2011

REFLEXÃO PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Fomos criados à imagem do Santo, isto é, de Deus. Sendo assim nosso modo de ser e de pensar é afinado com o modo de pensar e de agir de Deus. O contrário é aberração, é antinatural. A natureza humana foi feita para receber a divina.

Quando falamos de santos, estamos tendo como referencial o Santo, Deus. É santa aquela pessoa que amou, que fez o bem, que foi feliz. Exatamente por isso soube perdoar, interessou-se pelos demais. Podemos ter como ideário dos santos as Bem-Aventuranças. Viveram seu agir especialmente a partir dos valores apontados nesse discurso de Jesus.

Celebramos três momentos de santidade: o momento passado em que recordamos aqueles denominados justos, o momento presente em que vivemos a graça de Deus, a santidade como dom, e o momento futuro, quando nos reuniremos, no céu, aos que nos precederam.

A Santidade do tempo presente é medida pela vivência das Bem-Aventuranças. Por isso hoje é nosso dia também, dia daqueles que tem em cada uma das bem-aventuranças de Jesus os mandamentos de seu dia a dia.

Quando homenageamos alguém e o intitulamos santo, queremos reconhecer nele a ação da Graça Divina que se concretizou na configuração da imagem do Criador nessa criatura.

E nossa devoção vai muito além do que colocar flores e acender velas. Nossa devoção será imitar suas virtudes, seu testemunho de seguir Jesus Cristo.

Pouco importa a época em que tenham vivido e qual a vocação que Deus lhes tenha dado. Importa como viveram, como responderam aos chamados, como enfrentaram as dificuldades, como superaram seus próprios limites, como vivenciaram a fé, a esperança e o amor.

Fomos feitos à imagem do Santo, para sermos santos: “ Sêde santos porque eu sou santo!” (Lev 11, 44)
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Fonte: radiovaticana.org