domingo, 11 de setembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O tema da liturgia deste domingo continua sendo o ato de perdoar, agora refletido como necessidade para ser feliz.

O Livro do Eclesiástico nos diz que: “O rancor e o ódio são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las.” “Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas de seus pecados.” Quando nos deixamos levar por esses sentimentos, não só não reparamos a injustiça que nos atingiu, mas o mal irá se agravar.
Sabemos que o homem verdeiramente religioso perdoa, e isso garante sua relação com Deus porque Deus é misericórdia e nos criou à sua imagem e semelhança. Fomos criados à imagem da misricórdia e do perdão.

“Se não tem compaixão por seu semelhante, como poderá pedir perdão pelos próprios pecados?”
O mais humano, o mais racional é perdoar as injustiças cometidas contra nós, para que Deus perdoe as nossas. O ódio, a vingança só acrescentam mágoas, dores e outros sentimentos negativos, enquanto o perdão leva à vida, à reconstrução, à liberdade. O perdão abre as portas ao diálogo, à possibilidade de aliança, “devolve ao outro o direito de ser feliz”.

No Evangelho de hoje Jesus nos diz em “perdar setenta vezes sete” o irmão, isto é, perdoar sempre.

Apesar de textos como o do Eclesiástico estarem presentes no mundo judeu da época, era para todos muito difícil perdoar algumas faltas e principalmente se eram cometidas várias vezes pela mesma pessoa. Também nós, alguns milênios depois, temos as mesmas dificuldades. Pedro, nesse momento, representa toda a Humanidade que pergunta ao Senhor quantas vezes deve-se perdoar.

Para o Mestre, o perdão deve ser total e contínuo. Deve ser uma atitude, uma postura de vida. Para isso ele nos ensina o Pai-Nosso que diz: “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos têm ofendido”.

Jesus conta uma parábola: um rei pediu que um de seus empregados que lhe devia uma pequena fortuna lhe pagasse. Este, evidentemente, jamais teria esse dinheiro e suplicou por perdão. O rei, compassivo, perdoou. Contudo o empregado perdoado, ao sair da presença do rei, encontrou um companheiro que lhe devia uma quantia pequena, cerca de três salários mínimos. Ele, simplesmente, agarrou o companheiro pelo pescoço e exigiu o pagamento. Também esse fêz como ele. Ficou de joelhos e pediu um tempo para pagar. Mas ele não agiu como o rei que lhe perdoara a dívida, ao contrário, mandou prender o colega. Quando o rei soube do ocorrido, ficou indignado e mandou prender o empregado, a quem chamou de servo mau e cruel.
O rei da parábola possuía misericórdia, enquanto seu empregado, não.
Deus é esse rei que nos perdoa todas as nossas imensas dívidas. Por isso devemos agir como Ele e perdoar aos que nos devem. “Filho de peixe, peixinho é!” Deus nos fêz à Sua imagem e semelhança!

O perdão é conatural ao ser humano, contudo, o não perdoar é antinatural, é desumano! Desfigura o homem e a sociedade. Favorece o progresso da violência instaurando a cultura da morte. Isso trás o inferno para o nosso dia a dia.
Ao contrário, se somos humanos e perdoamos, estamos trabalhando pela paz, pela nova sociedade, instaurando a Civilização do Amor! 

Fonte: radiovaticana.org

domingo, 4 de setembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O que é perdoar e como perdoar? Neste domingo, o Evangelho nos propõe uma reflexão sobre o ato de perdoar, do perdão.

A primeira atitude do cristão é ir em direção ao pecador e tratá-lo como irmão, com repeito e atenção.

O falar mal e pelas costas, nada adianta, piorará a situação quando o faltoso souber de que seu erro foi tema de conversas de outras pessoas. Ele é o mais interessado e não outros. Se ele não sabe e é deixado alheio do que se fala dele, isso se chama, em bom português, fofoca. É uma atitude mundana e nada cristã.

Por outro lado, quem vai falar com o faltoso, deverá ir na qualidade de quem já perdoou a falta cometida, colocando-se na posição de irmão, jamais de juiz.
Muitas pessoas, com determinação, possuem o costume de dizer a verdade, doe a quem doer. Tudo bem! Contudo, nos casos em que a verdade, ao ser dita, poderá provocar rancores e ódios, ela não deverá ser falada. Nem tudo deve ser dito, mas apenas aquilo que gera vida e não morte.

Tudo deverá ser feito em clima de sigilo, respeitando a dignidade e a privacidade do outro. Se por acaso o faltoso não ouvir o irmão que o procurou com caridade, este deverá se cercar de mais outros dois irmãos semelhantes no respeito e na busca da salvação do faltoso. Procurar o mesmo e entabular uma conversa fraterna.

Nesse momento, onde o faltoso está sozinho de um lado, tendo à frente três outras pessoas que comentam sua má ação, o transgressor jamais poderá ser colocado contra a parede e sentir-se acusado. Se isso acontecer, não será a conversa proposta por Jesus no Evangelho, mas exatamente o que jamais deveria estar acontecendo entre irmãos. O objetivo do papo é a recuperação do transgressor e não sua humilhação e condenação.

Por último chegamos ao terceiro passo da proposta do Senhor. Se nem com a admoestação de mais dois irmãos, o que cometeu um delito não se arrepende e não se propõe a não mais cometer tal falta, a Igreja, ou seja, a Comunidade dos cristão deverá anunciar que a postura daquela pessoa não corresponde à Boa Nova pregada por ela, que aquele homem não pode ser tomado como um dos seus, posto que sua atitude é exatamente contrária aos princípios cristãos.

Por exemplo, poderá ser tido como membro da Igreja aquele homem que propaga idéias racistas, discriminação, violência e o abuso econômico? A Igreja terá o direito e o dever de tornar público seu absoluto desacordo com aquela pessoa.

Situando-nos no versículo 9 do cap. 33 de Ezequiel, 1ª leitura da liturgia de hoje: “Todavia, se depois de receber tua advertência para mudar de proceder, nada fizer, o faltoso perecerá devido a seu pecado, enquanto tu salvarás a vida”.

Ao sermos responsáveis pela vida dos outros, em favor da justiça, agindo com misericóridia, é que ganhamos a nossa!

Fonte: radiovaticana.org

sábado, 3 de setembro de 2011

GRITO DOS EXCLUÍDOS 2011!

Dom Luiz Demétrio Valentini

Bispo de Jales - SP

Na Semana da Pátria deste ano vai acontecer o 17º. Grito dos Excluídos. Pela sua continuidade, e pelas repercussões que ainda suscita, o Grito se apresenta como uma das iniciativas bem sucedidas da CNBB, levada em frente pelas Pastorais Sociais.

Foi realizado pela primeira vez em 1995, ano da Campanha da Fraternidade sobre os Excluídos. Aí já encontramos um dos motivos do acerto deste evento. Ao longo de todos os anos, ele sempre fez questão de retomar o tema da Campanha da Fraternidade, mostrando seus desdobramentos em torno de situações concretas, que mais exigem nossa atenção. 

O Grito faz repercutir a Campanha da Fraternidade. Como, por exemplo, neste ano com a campanha sobre a vida no planeta, o Grito nos provoca lembrando que “pela vida grita a terra, por direitos todos nós!”.

Outra razão que explica o sucesso do Grito foi o fato de vincular sua promoção ao Dia da Pátria. Desde a primeira edição, em 1995, a intenção era recuperar para a cidadania a celebração do “Dia da Pátria”, com manifestações que envolvessem os movimentos sociais, garantindo espaço para os que se sentiam, por um motivo ou outro, “excluídos” dos benefícios a que todos têm direito como cidadãos do mesmo país.

Esta é outra circunstância que ajuda a desenhar o quadro de referências do Grito dos Excluídos. Ele nasceu como gesto concreto da Semana Social, que tinha por tema “O Brasil que nós queremos”.

Desde o seu início, o Grito se colocou a serviço da cidadania, incentivando a participação popular em torno de grandes causas que o povo precisa assumir.

Como a história da proclamação da nossa independência vem associada ao “Grito” de Dom Pedro, o Grito dos Excluídos vem nos alertar que a soberania de nosso país precisa ser assumida sempre, de maneira consciente e articulada.

Por isto, em cada ano, não faltam causas, com a ênfase de gritos que apelam para os nossos compromissos de cidadãos. Entre tantas, podemos citar algumas, que estão sendo assumidas pelo Grito deste ano.
 
Uma delas é a corrupção. Ela merece nosso repúdio constante. Ela precisa ser combatida com firmeza e sem complacência. Este combate deve ser sustentado pelo poder público, mas precisa ser apoiado pela cidadania.

Outro grito que precisa ecoar com mais clareza é contra a droga. Estamos chegando ao limite da tolerância. A nação corre perigo! A população, em especial a juventude, não pode mais ficar exposta à ganância de inescrupulosos, que permanecem impunes enquanto vidas inocentes são ceifadas em números assustadores. O combate contra a droga exige mais vigilância de nossas fronteiras territoriais. Mas exige também que nos demos conta que os caminhos da droga são abertos pela perda de valores morais, com o conseqüente abalo de nossas instituições. Além de enérgica ação do poder público, o combate contra a droga precisa contar com a corajosa recuperação dos critérios éticos que precisam presidir a nossa convivência familiar e social.

Outro Grito, que já começa a ficar impaciente, é por uma eficaz reforma política. Ela precisa desencadear um processo, que não pode prescindir da regulamentação dos instrumentos de democracia direta, que a Constituição já prevê, mas que até agora não foram regulamentados com clareza e segurança.

Outro tema de enorme responsabilidade se coloca agora em torno do novo Código Florestal, cuja votação está tramitando no Congresso. Em torno deste Código Florestal é necessário superar os radicalismos, para se chegar, com lucidez e equilíbrio, a compatibilizar os objetivos da proteção ao meio ambiente com os objetivos da agricultura. A discussão em torno do Código Florestal precisa se transformar em bom instrumento de consensos razoáveis, que levem em conta todas as dimensões implicadas neste complexo assunto, cheio de conseqüências práticas, que não podem ser ignoradas, ou atropeladas por bandeiras que escondem interesses ou carregam ingenuidades.

E assim o Grito pode ir levantando outros assuntos, como os agrotóxicos, a reforma tributária, a reforma previdenciária, a questão da moradia urbana, as barragens, e outros mais. 

A cidadania agradece!

>>> E nós da Paróquia Nossa Senhora da Boa Hora e São Roque agradecemos a Dom Demétrio por este artigo e pelo seu ministério de bispo a serviço da justiça e da vida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SEMANA DA CIDADANIA E GRITO DOS EXCLUÍDOS: VAMOS PARTICIPAR!


Programação da Semana da Cidadania e do Grito dos Excluídos em nossa Paróquia

<> Semana da Cidadania: de 01 a 06 de Setembro

Dia 01 (quinta) – Igreja Matriz – 19 horas 
– O que é Cidadania?

Dia 02 (Sexta) – Centro Pastoral – 19 horas ,
– Democracia representativa e democracia participativa: dois lados de uma mesma moeda.

Dia 03 (Sábado) – Centro Pastoral 15,30 horas 
– A Dimensão Política da Fé cristã.

Dia 04 (Domingo) - Igreja Matriz – 19:30 horas 
– Conselhos Municipais: para que, quais...

Dia 05 (Segunda) Invasão – 19 horas 
– O que é um bem público? Serviços Públicos: de graça?

Dia 06 (Terça) – Igreja Matriz – 19 horas 
– Conhecendo melhor a Justiça e o Ministério Público.

<> Dia 07 – Grito dos Excluídos
Pela vida grita a terra... Por direitos, todos e todas nós!
08:00 horas: saída do Mutirão.

Vamos participar deste momento de fé e cidadania e demonstrar nossa solidariedade aos irmãos e às irmãs excluídos e excluídas de nossa sociedade: Brasil, Sergipe e Campo do Brito!

Com esperança de uma boa presença de irmãos e de irmãs de nossa Paróquia!
Pe. José Ionilton, SDV

domingo, 28 de agosto de 2011

REFLEXÃO PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 No Evangelho Jesus nos mostra a necessidade de assumirmos nossa cruz se quisermos segui-lo.

Esse seguimento, do Mestre carregando a cruz, de acordo com o Senhor, possui quatro etapas:

Ir a Jerusalém: “Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém”, local de resistência e de oposição à sua missão; aceitar os sofrimentos causados pelos membros do Sinédrio - anciãos, sumos sacerdotes e mestres da Lei - ou seja, os ricos, os poderes religiosos e os ideólogos; ser julgado, condenado e morto por esses grupos formadores da opinião pública; e ressuscitar ao terceiro dia.

Essa situação proposta por Jesus desagrada aos discípulos e Pedro, encorajado por ter há pouco reconhecido o Senhor como o Filho de Deus e ter recebido um grande elogio por parte de Jesus, permite-se contestar o Mestre.

Jesus discorda radicalmente de um de seus três discípulos preferidos e até o chama de “satanás, pedra de tropeço porque não pensa as coisas de Deus e sim as coisas dos homens!”
Essa advertência de Jesus a Pedro de que ele não pensa nas coisas de Deus e sim nas dos homens, quer dizer que o pensamento e o coração dos discípulos ainda estão tomados pelas coisas mundanas e que por isso ele deseja fazer com que Deus mude de orientação. Para Pedro será Deus que deverá se tornar imagem e semelhança da sua criatura, e não o inverso.
Consequentemente, aceitar a cruz e suas consequências, por este ser o seguimento de Jesus, é divinizar-se, é tornar-se imagem e semelhança de Deus, como quer o Criador. Por isso ela leva à ressurreição.

Disse, então, Jesus: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la: e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?”

Seguir Jesus - e isso deve ser feito livremente pela adesão do coração - significa abrir mão de toda ambição pessoal, aceitar o que Deus enviar, significa assinar uma folha em branco e confiar absolutamente em Deus.

Não importa se seguir Jesus trará mais ou trará menos sofrimentos. Não é por aí que deveremos nos conduzir. Seguir Jesus é segui-lo por onde ele for, livremente, por adesão do coração e aceitando o que vier, por fidelidade e amor.

Fonte: radiovaticana.org

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

HOMENAGEM ÀS CATEQUISTAS E AOS CATEQUISTAS (PRIMEIRA EUCARISTIA, PERSEVERANÇA, CRISMA, PAIS E PADRINHOS, NOIVOS E CATECUMENATO DE ADULTOS)

A vocês CATEQUISTAS de nossa Paróquia nossos parabéns e nossos agradecimentos!

A Trindade Santa continue cobrindo vocês de bênçãos, dando-lhes muita SABEDORIA e muito AMOR aos catequizandos e catequizandas (crianças, adolescentes, jovens e adultos).

CPP - Conselho Paroquial de Pastoral e Religiosos Vocacionistas

Catequista, segue em frente, na caminhada que escolheste. Segue em frente, apesar das dificuldades, das incertezas, das frustrações. Não voltes atrás, mesmo diante das indecisões.

O Espírito de Deus te ilumina, faz de ti missionária do amor, na catequese renovada, na evangelização, na vivência do ardor catequético.

Catequista, Jesus te segue, lado a lado, removendo as arestas, iluminando teu caminho.
 
A semente seja lançada, a terra é fértil, produzirá frutos.
Olha que alegria! Na rua um catequizando assovia: "Deus é amor". Outro na oração balbucia: "Abençoa minha família!".

O mundo está carente, doente, sufocado. Falta Deus nos corações. Catequista, o mundo precisa de ti. Jesus precisa de ti. A Igreja precisa de ti; nossa Paróquia precisa de ti.

Seja como o girassol, símbolo do amor, sempre voltado para a luz. Luz que irradia, nas suas vibrações positivas o amor aurifulgente, dom maior, que nunca se apaga.

Catequista, não tenhas dúvida: O Espírito Santo te ilumina. O Espírito Santo impulsiona teu coração para Deus. Segue em frente! Catequizando, Evangelizando, construindo o Reino de Deus.

Fazei ressoar a Palavra de Deus em todo lugar! 

Obrigado pelo serviço de vocês em nossa Comunidade Paroquial. Parabéns pelo dia da Catequista, do Catequista!

 (Texto Adaptado do que foi escrito por Maria Lopes Drumond - Teixeiras, 1994).