domingo, 11 de dezembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 3º DOMINGO DO ADVENTO

O belíssimo trecho de Isaías escolhido para a liturgia deste domingo nos fala do anúncio da boa nova aos pobres, aos sofridos, aos marginalizados. É Deus quem conduz seu profeta para acarinhar o pequeno com a mensagem de libertação, de alegria, de vida. O profeta diz que Deus o vestiu com as vestes da salvação e o envolveu com o manto da justiça.

Do mesmo modo Isaías tem certeza desse carinho de Deus pelo povo sofrido e canta: “Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus”, como fará Maria, tempos depois: “ A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador!”

As vestes a que se refere Isaías nos indicam a união definitiva do povo com o Senhor, união que na Bíblia sempre é identificada como um casamento, aliás é o casamento por excelência. Dentro de nossa visão judaico-cristã, o casamento quer simbolizar a entrega e a união de Deus com seu povo.

Para permitir que o noivo, o Senhor venha até nós e nos despose, é necessário que antes O permitamos nos vestir com a justiça e a salvação. O Senhor quer nos redimir, mas respeita nossa liberdade. Nosso comportamento deve demonstrar que ardemos de desejo por sua salvação e por isso nos convertemos mudando nosso modo de viver, de encarar a realidade.

O final do Evangelho nos diz que João Batista preparava as pessoas para o encontro com Deus, do outro lado do Jordão. Isso significa que atravessar o Jordão é assumir uma vida nova como no casamento. Popularmente falamos “casou e mudou”. Quem adere a Jesus, une-se a ele para sempre e muda de vida.


No Evangelho a figura de João Batista, austera e sisuda, prega a conversão e mais que qualquer outro profeta, revela, mostra o Messias presente em meio ao povo.
Maria nos deu Jesus, João Batista o aponta.

Ao mesmo tempo, João Batista nos dá uma lição de humildade, de honestidade, não aceitando nenhum título, por honroso que seja, que falseie sua identidade. Ele não é o Messias, não é Elias e nem um dos grandes profetas. Ele se auto-denomina “a voz”, “a voz que clama no deserto”.

Se pensarmos bem, a voz tem uma missão ao mesmo tempo passageira e permanente. Passageira porque assim que leva a mensagem, ela desaparece. Tem missão permanente enquanto a mensagem que porta permanece para sempre na memória e no coração de quem a recebeu.

Por isso João Batista se intitula a voz. Ele anuncia Jesus Cristo, a luz, e este assume o protagonismo, enquanto o outro desaparece. João nos traz a luz e, cumprida a missão, desaparece.

Também temos a missão de levar Cristo, levar a luz a todos. Essa missão a recebemos de modo scramental quando, no batismo, o padre nos colocou uma vela acesa em nossas mãos e nos incumbiu de levarmos sempre conosco essa luz, a luz de Cristo e de a mantermos acesa até a vida eterna.

Tanto Maria, como Isaías, como João Batista foram anunciadores da chegada do Messias, dos novos tempos. Somos convidados também a essa missão. Para executá-la, deveremos estar revestidos de justiça e com a perspectiva da salvação. Juntamente com essas vestes, tenhamos consciência de que somos apenas um veículo para o Messias, de que ele é o protagonista, ele deverá aparecer e brilhar, ele é a luz!

Essa missão não é um arrogar-se sobre si uma tarefa sublime, mas ela nos foi imposta no dia de nosso batismo, ao recebermos a vela acesa no círio pascal.

Essa luz deverá brilhar sempre, seja em momentos harmoniosos, seja em momentos de conflitos. Ela é a luz que deve sempre imperar porque é a luz da Vida. Essa luz ilumina sempre e aquece porque é a Luz de Deus.

O denominado espírito de Natal é um clima de alegria, harmonia e paz, não porque as pessoas resolveram esquecer problemas e conflitos, mas porque estão mais sensíveis ao sentido da proximidade do Senhor, do Emanuel, Deus – Conosco.

Esse clima, esse espírito deveria estar sempre presente em meio aos cristãos e em qualquer situação. Exatamente aí onde as coisas não estão claras, onde a dúvida e dor se fazem presentes, exatamente aí se precisa da Luz de Cristo, desse espírito de harmonia, de paz, de lucidez.

Preparemo-nos para essa união profunda e radical com o nosso Deus, simbolizada pelo casamento, permitindo ao Senhor que nos vista com as vestes da salvação e nos envolva com o manto da justiça e que em nossa vida resplandeça a Luz de Cristo.

Vem Senhor Jesus, Vem!

Fonte: radiovaticana.org

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Conferência Nacional da Saúde teve ampla participação das pastorais

As pastorais da Igreja que atuam na área da saúde estiveram presentes, de forma significativa, em todos os estágios do processo que culminou com a 14ª. Conferência Nacional de Saúde realizada de 30 de novembro a 4 de dezembro em Brasília. As pastorais da Saúde, da Criança, da Pessoa Idosa, da AIDs e outras, além de representantes da Campanha da Fraternidade 2012, que vai tratar da saúde pública, e da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB participaram do debate sobre centenas de proposições. Os delegados eram mais de 4 mil pessoas, representando os estados e os municípios. Durante cinco dias, eles discutiram e votaram propostas que se tornarão um marco de orientação para o Ministério da Saúde.
A Conferência foi promovida pelo Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde em parceria com os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, entidades e movimentos sociais. O tema do encontro foi "Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro". E trouxe como foco nos debates o "Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS".
A defesa da vida desde a concepção até a morte natural, como sustenta a doutrina da Igreja, foi a base das contribuições dos participantes das pastorais nas reuniões e assembléias quando se tratava de dar passos na elaboração de políticas públicas de saúde. A enorme participação das lideranças da Igreja nos conselhos de saúde, especialmente dos municípios, mostrou o nível de compromisso das pastorais com a saúde pública no país e já antecipa o quadro de ampla reflexão que poderá ser ocupado na quaresma de 2012 quando toda a Igreja no Brasil se dedicará à reflexão e ação a respeito do tema.
No último dia da Conferência, domingo, 4 de dezembro, antes do início dos trabalhos, a celebração da eucaristia, no local do encontro, contou com a participação de muitos delegados e do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na homilia, compartilhada entre o presidente da celebração padre Rafael Fornasier e o padre Luiz Carlos Dias, assessores da CNBB, foi dado especial destaque para a importância da realização da Conferência no contexto do enfrentamento da quinta urgência das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil, que é "Igreja a serviço da vida plena para todos". Durante o encontro, em entrevista concedida à uma TV católica, o ministro da Saúde declarou: "O apoio da Igreja mostra quais são os problemas e onde devemos avançar. As campanhas que a Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso, Pastoral da Saúde fazem são fundamentais para o SUS com maior qualidade. E nos ajudam na humanização do atendimento em cada canto do país".

domingo, 4 de dezembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 2º DOMINGO DO ADVENTO

Em um ambiente onde se respira a opressão e as pessoas não são felizes, a libertação, a abertura de uma janela, de uma porta se torna vital.

Esse ambiente de constrangimento existe no meio do Povo de Israel e finalmente, após 40 anos, surge um profeta que anuncia estar próxima a libertação. Um novo espírito renasce no coração do povo e a expectativa é grande. Surgiu para eles a famosa luz no fundo do túnel. À medida que caminham, se aproximam da libertação. Todo e qualquer passo adiante é e sempre será um passo para a felicidade, aliás, qualquer passo proporciona esse sentimento de felicidade, de alegria.

Também nós, que vivemos no sufoco, que atravessamos graves dificuldades, que enfrentamos problemas aparentemente insolúveis, mudamos e criamos vida nova quando sabemos que existe uma solução, uma solução positiva, libertadora.

A liturgia do 2º Domingo do Advento nos traz esta boa nova, de que nossas aflições, nossas angústias terminarão porque o Senhor virá com sua Mensagem de Paz e colocará tudo em seu lugar e o ser humano voltará a desfrutar da tranquilidade, alegria e paz nas quais foi chamado a viver e nas quais viverá eternamente.

Deus age e envia seu Messias, mas Deus também pede a nossa conversão e, muitas vezes, é nossa adesão ao pecado, através da solidariedade para com o opressor, nossa conformação à situação de injustiça, que favorece a não mudança dos dominadores.

Portanto, somos causadores de nossa própria desdita e da de nossos irmãos. Por isso deveremos fazer um exame de consciência sobre nossa participação ou nossa convivência em situações de opressão e descobrir quais são os laços que nos unem, nos atam ao pecado.

Só seremos perdoados se além do arrependimento, fizermos o propósito de mudança de vida, de valores. É necessário que nos convertamos ao bem, a Deus. Só então o caminho para a vinda do Messias, do Salvador estará aplainado e a Vida se revelará, se manifestará em nosso meio.
Preparemo-nos para o Natal! Mas a verdadeira preparação, aquela que terá dimensões de eternidade, será a conversão de nosso coração. Conversão do coração para o outro, para Deus, fazendo o bem e fomentando a vida! 

Fonte: radiovaticano.org

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ASSEMBLEIA PAROQUIAL 2011

Vamos acompanhar nossa Assembleia Paroquial que acontecerá neste final de semana, de sexta a domingo. Rezemos pedindo à Trindade Santa que nos assista com o seu Espírito Santo, para que possamos VER a caminhada de nossa paróquia em 2011 com serenidade, espírito crítico e sinceridade; possamos JULGAR este nosso caminho em 2011 à luz da Palavra de Deus e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, Documento da CNBB, com a juda de Padre Soares, natural de Campo do Brito; possamos programar nosso AGIR com sabedoria, audácia e fidelidade ao projeto do Reino de Deus que somos chamados a ajudar a se desenvolver aqui em nossa realidade de paróquia e de município de Campo do Brito.

Segue abaixo a programação da nossa assembleia, para que você que não vai está participando diretamente possa nos acompanhar passo a passo com suas orações.

Dia 02 (sexta)
19:00  – Celebração Eucarística de abertura
20:00  – Dinâmica de integração
20:30  – Apresentação da Síntese de Avaliação (Ver)
21:30  – Comunicados e encerramento

Dia 03 (sábado)
07:30 – Oração
08:00 – Estudo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Julgar)
10:00 – Intervalo
10:30 – Retomada do Estudo
12:00 – Oração e Almoço
14:00 – Planejamento de nossa ação evangelizadora (Agir)
15:30 – Intervalo
16:00 – Continuação do planejamento
17:30 – Oração
19:30 – Eucaristia na Matriz

Dia 04 (domingo)
07:30 – Oração
08:00 – Avaliar e aprovar os Estatutos do CPP e do CPAE
10:00 – Intervalo
10:30 – Avaliar e aprovar os critérios de realização das festas de padroeiras e padroeiros da Matriz, Comunidades Urbanas e Rurais.

Lembro que o estudo sábado pela manhã com o Pe. Soares, é aberto para qualquer pessoa participar.
Em Cristo, Maria, Roque e Justino!

Pe. José Ionilton, SDV

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DIA DO BASTA À CORRUPÇÃO



Vamos nós cristãos católicos e cristãs católicas assumir esta causa e combater com toda a convicção a corrupção. Seja qual for o tipo dela: pessoal, dos partidos políticos, das Organizações não Governamentais, das Associações de Moradores, dos políticos e dos poderes públicos.

A Palavra de Deus nos ensina pelo Profeta Isaías: "Cessai de praticar o mal, aprendei a fazer o bem! Buscai o direito, corrigi o opressor!" (1,16b-17ab). A corrupção é hoje o grande "mal" que o Profeta fala pedindo ao povo crente em Deus para deixar de praticar.

Pe. José Ionilton, SDV
Pároco