domingo, 9 de outubro de 2011

REFLEXÃO PARA O 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Deus, o grande rei, organiza a festa de casamento de seu Filho, Jesus com a Humanidade, que apesar de ter perdido a beleza original por causa das guerras, das injustiças cometidas, das lágrimas amargas que provocou em tantas pessoas, continuou a ser muito amada por seu noivo.

Por ocasião das núpcias, o Pai vai oferecer um grande banquete comemorativo.
Ele envia os convites através de pessoas capacitadas para isso: são os Profetas do Antigo Testamento e os Apóstolos do Novo Testamento.
Os homens do mundo inteiro, sem distinção, são os convidados.

Os ricos e os acomodados na religião dizem não porque possuem outros “compromissos inadiáveis”; os pobres e os pecadores respondem sim, não porque não tenham seus compromissos, mas porque sabem que esse convite de Deus é gratuito.

Essas respostas deveriam provocar em nós a abertura de nossas comunidades a qualquer tipo de pessoa, especialmente aos que são rejeitados.

Podemos aprender dessa parábola que o Reino de Deus não fracassa por causa da recusa das elites em construir uma sociedade justa e fraterna. Os convivas que são arrancados da festa e colocados na rua são aqueles que não estão com a roupa da justiça, ou seja, revestidos com ações de justiça.

Só aceita o convite de Deus aqueles que estão em sintonia com o Reino de Justiça, de Amor e de Paz. Essas pessoas sempre estão vestidas adequadamente porque, naturalmente, praticam obras de justiça.

Qual a resposta que estamos dando com nossa vida? Com que grupo nos identificamos?

Fonte: radiovaticana.org

domingo, 2 de outubro de 2011

REFLEXÃO PARA O 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O senhor investiu de modo extraordinário na vinha. Na época da colheita ele deseja ver os bons frutos, mas nada encontra. Sua decepção é grande! Ele, percebendo que nada adiantou, derruba a proteção e a torna pasto. Ele havia dado o melhor: melhor cepa, melhor terreno, melhor sol, tudo do melhor.

A primeira leitura nos fala que Deus é o senhor e a videira são os israelitas. Tudo de bom foi investido neles, concluindo com a encarnação do Verbo. Ele colheu infidelidade, pessoas exploradas e oprimidas, mentiras, derramamento de sangue, uma liturgia formal e estéril, sem a adesão interior do coração.

O Evangelho nos relata a história de outra vinha, só que desta vez o desacerto não foi causado pela vinha, mas pelos agricultores.

Do mesmo modo, enquanto a vinha simboliza o Povo de Deus, os agricultores simbolizam os chefes religiosos.

Uma novidade: será o cuidado dos agricultores que fará com que a vinha produza boas uvas. Do mesmo modo, será a dedicação dos chefes religiosos de Israel que fará com que o Povo de Deus dê frutos. O último versículo da primeira leitura nos diz quais os frutos esperados: justiça e obras de bondade.

Deus enviou, no momento certo, profetas que colheriam os frutos da videira, mas os agricultores os espancaram, apedrejaram e mataram. Finalmente o vinhateiro, o dono da vinha, enviou seu filho, mas os agricultores o mataram para poderem se apoderar da vinha.
Jesus, então, pergunta a seus ouvintes qual deverá ser a reação do dono da vinha. Eles respondem que deveria mandar matar os homicidas de modo violento e passar a vinha a outros encarregados.

Contudo, Jesus não caminha por essas sendas, mas leva seu auditório a fazer outro tipo de reflexão.

Jesus quer que seus ouvintes percebam que Deus é diferente e que sua reação será apenas passar a vinha para outro grupo de pessoas.

Jesus está falando da missão do Povo de Israel que deveria ter assumido a proclamação do Reino e que agora tem sua missão passada para os pagãos.

Assim, também nós recebemos no batismo a missão de levar o Evangelho, de proclamar o Reino, de cuidar da vinha do Senhor. Se não o fizermos, não teremos respondido à confiança depositada em nós pelo Senhor. A vergonha será nossa por não termos respondido à altura a dignidade à qual fomos chamados e a missão, que não pode parar, passará para outros.

Não sejamos a vinha que não deu fruto e nem os agricultores que não cuidaram dela, mas forneçamos frutos excelentes e quando o Senhor nos pedir, apresentemos a parcela da Igreja a nós confiada com a beleza e com os frutos que o Senhor busca.

Essa parcela da Igreja é nossa família, nosso local de trabalho, os ambientes que frequentamos, ou seja, a parcela do mundo onde transitamos.

Recebemos a luz – a vela acesa – no dia de nosso batismo exatamente para isso, para iluminar nosso mundo com a luz de Cristo, com a justiça social, com a fidelidade a Deus e com o amor aoss menos favorecidos.

Fonte: radiovaticana.org

sábado, 24 de setembro de 2011

Nota da CNBB: Vencer a corrupção com mobilização social

Publicamos abaixo, na íntegra, a Nota da CNBB sobre o combate a corrupção. Vamos ler e repassar para outras pessoas.

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília de 20 a 22 de setembro de 2011, manifesta sua solidariedade e apoio às últimas manifestações populares contra a corrupção e a impunidade, que corroem as instituições do Estado brasileiro.

A crescente interpelação da sociedade para melhor qualificar, social e eticamente, os seus representantes e outros poderes constituídos, se expressou como nova forma significativa do exercício da cidadania. Reveladora dessa consciência cidadã foi, além das atuais marchas contra corrupção, a mobilização durante a Semana da Pátria, que recolheu mais de 150 mil petições via internet em favor da campanha “Vamos salvar a Ficha Limpa”, fruto de ação popular que, neste mês completa um ano.

Atentos para que estas mobilizações se resguardem de qualquer moralismo estéril, incentivamos sua prática constante, com objetivos democráticos, a fim de que, fortificadas, exijam do Congresso Nacional uma autêntica Reforma Política, que assegure a institucionalidade do País.

O Estado brasileiro deve fazer uso dos instrumentos legais para identificar, coibir e punir os responsáveis por atos de corrupção. 

Sem comprometimento ético, no entanto, será impossível banir de nosso meio a longa e dolorosa tradição de apropriação do Estado, por parte de alguns, para enriquecimento de pessoas e empresas.

Neste sentido, insistimos nas propostas apresentadas, em nota conjunta da CNBB com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no dia da Pátria: “Para tornar vívido o sentimento de independência em cada brasileiro, devem os poderes eleger PRIORIDADES que reflitam a vontade da população, destacando-se: no Executivo, a necessidade de maior transparência nas despesas, a efetiva aplicação da lei que versa sobre esse tema, bem como a aplicação da “Lei da Ficha Limpa” aos candidatos a cargos comissionados, que também deveriam ser reduzidos.

No Legislativo, a extinção das emendas individuais ao Orçamento, a redução do número de cargos em comissão, o fim do voto secreto em todas as matérias e uma reforma política profunda, extirpando velhas práticas danosas ao aperfeiçoamento democrático.

No âmbito do Judiciário e do Ministério Público, agilidade nos julgamentos de processos e nos inquéritos relativos a crimes de corrupção e improbidade por constituírem sólida barreira à impunidade, bem como o imediato julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade sobre a Lei Complementar n. 135/2010 (Ficha Limpa)”.

Que o Espírito Santo ilumine todos os que, no exercício de sua cidadania, trabalham pela construção de um Brasil novo, justo, solidário e democrático.
Brasília-DF, 22 de setembro de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB Ad hoc
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CAMPO DO BRITO E O MEIO AMBIENTE!


CAMPO DO BRITO E O MEIO AMBIENTE
Retomando a Campanha da Fraternidade 2011: Fraternidade e a vida no Planeta
Dia 08 de Outubro de 2011
Das 14 às 17 horas
Centro Pastoral Paroquial
Serra de São José, Lixo Reciclável, Cooperativa de Catadores de Lixo, Esgoto, Barragem, Lixão, Aterro Sanitário.
Mesa redonda com representantes da ONG Canto Vivo de Aracaju, da Prefeitura Municipal, do Poder Legislativo, dos Cidadãos e das Cidadãs de Campo do Brito.
Vamos ter Oração, Música, teatro, palestra...
Ver, conhecer, planejar, agir!
Participemos!
Participemos!
Participemos!

domingo, 18 de setembro de 2011

REFLEXÃO PARA O 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Mais uma vez a liturgia nos corrige quando dizemos que aquelas coisas boas que nos acontecem ou com os nossos amigos, são consequências dos méritos a que fizemos jus. Do mesmo modo, quando ocorre algum acontecimento infausto, perguntamos o que fizemos para recebermos tal castigo. Por outro lado, se isso acontece com alguém que não no é simpático, comentamos que essa pessoa deve ter aprontado e, por isso, recebe essa punição.

Tuda essa maneira de pensar está errada e não é cristã. O Cristianismo trabalha com a gratuidade, isto é, com a ação de Deus, e Deus é Pai, é Amor. Deus nos ama não por aquilo de bom que fizemos e nem nos deixa de amar pelas coisas erradas que praticamos. O Amor ama por amar e, mesmo vendo nossas culpas, continua nos amando. Essa é a grande eterna verdade. Somos amados gratuitamente por Deus!

Quando Deus nos criou não existíamos, Ele nos amou primeiro sem nenhum mérito nosso. E assim continua, porque Ele é Deus!

Isso nos diz Isaías na primeira leitura: “Meus pensamentos não são como vossos pensamentos e meus caminhos não são como os vossos caminhos, diz o Senhor!” (Is 55, 8)

Essa idéia é retomada e referendada por Jesus com a parábola do patrão generoso. O patrão dá a mesma quantia como pagamento tanto aos que começaram pela manhã, quanto aos que foram contratados no final do dia. Ao ouvir as reclamações dos que se achavam mais cheios de méritos que outros, ele responde: “Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?” (Mt 20,15)

A justiça do Reino de Deus é dar a cada um o que precisa para viver e viver abundantemente, ainda nesta terra.

Não faz parte da justiça de Deus a realidade na qual alguns que não trabalham tanto ganham quantias enormes, e outros que trabalham muito como empregadas domésticas, como professores de escola média, e como outros profissionais ganham insuficiente para uma vida decente.

Todos são filhos de Deus e a igualdade deve acontecer já nesta vida, e não apenas na outra. O amor deverá superar todas as desigualdades e fazer justiça a todos, isto é, todos deverão ter o necessário para uma vida tranquila com direito ao que precisam. Está errado e não é justo alguns terem tanto e outros, nem o necessário para sobreviver.

Fonte: radiovaticana.org

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PRONUNCIAMENTO DO PADRE JOSÉ IONILTON, SDV NA CÂMARA DE VEREADORES


> Inicialmente quero agradecer a concessão deste espaço por mim solicitado pelo Ofício nº 21/2011.
> O motivo de minha solicitação foi o pronunciamento de alguns de Vossas Excelências na Sessão Ordinária desta Câmara no dia 11 de agosto do corrente ano sobre a retirada da novena dos Vereadores.
> Em primeiro lugar quero dizer que na verdade não foi retirada a novena dos Vereadores, porque ela nunca existiu, porque novena significa nove noites e pelo que escutei de alguns irmãos e irmãs da paróquia era colocado apenas uma noite do novenário da festa da padroeira onde o Poder Legislativo era incluído, até, diria, de forma inadequada e parcial,  como um dos responsáveis.
> Digo de forma inadequada, pois normalmente se chama de “responsáveis” as pastorais, grupos e movimentos da paróquia que organizam a liturgia daquela noite do novenário.
> Digo que de forma parcial, pois já que colocaram o Poder Legislativo como um dos responsáveis por uma noite do novenário, deveriam ter também colocado uma noite para o Poder Executivo e outra para o Poder Judiciário, já que os três poderes são importantes na vida das pessoas do município.
> Foi pensando assim que neste ano durante a reunião que fizemos com o CPP – Conselho Paroquial de Pastoral e a Comissão de Festa, propusemos e foi aceito não especificar o Poder Legislativo e colocar uma noite do novenário como “Convidados” os Funcionários Públicos Federal, Estadual e Municipal, compreendendo que todos os que trabalham na esfera pública, nos três poderes, por eleição, nomeação, seleção ou concursado são “funcionários públicos”.
> Para mim a noite de Vossas Excelências foi mantida. Ela foi incluída na programação do Novenário de 2011 no dia 08 de agosto.
> Além disto, creio que para Vossas Senhorias que são católicos, não precisavam de um convite especial, pois o Novenário é uma atividade própria de nós católicos. São celebrações inerentes à prática dos que se sentem Igreja Católica, como fizeram centenas de irmãos e de irmãs que participaram todas as noites lotando o nosso Templo, sem terem seus nomes incluídos com destaque na programação da festa.
> Quanto ao que disseram Suas Excelências os Vereadores Gilson e Santos que  “repudiaram a atitude dos responsáveis pelo novenário, uma vez que sempre colaboram com as festividades religiosas”, quero dizer que como Suas Excelências são centenas de pessoas que colaboram com as festividades religiosas e seria impossível e até injusto destacar apenas quem pode oferecer mais financeiramente.
> Acredito que quando um de Vossas Senhorias é procurado para ajudar à Paróquia, seja no que diz respeito à Igreja Matriz (cidade) ou a alguma Comunidade do interior e generosamente ajudam, fazem isto sem esperar qualquer retorno humanamente falando. Vale lembrar aqui as Palavras do Divino Mestre Jesus: “Tu, porém, quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6, 3-4).
> Aproveito para dizer que se Vossas Excelências forem procurados por qualquer irmão ou irmã de nossa Paróquia pedindo ajuda, não devem se sentir obrigados a ajudar. Ajudem apenas se livremente desejarem. Saibam Vossas Excelências que não divulgaremos, quando nada enquanto eu estiver aqui como Pároco, nenhuma lista seja de quem ajudou ou de quem não ajudou. Mesmo que alguém procure Vossas Senhorias pedindo ajuda para uma determinada atividade e vierem me dizer que um ou alguns de Vossas Excelências não quiseram ajudar, isto não será considerado por mim como uma ofensa, afinal a gente ajuda quando pode e quando sente que o objetivo para qual está se fazendo o pedido de ajuda é algo bom, honesto e de interesse comum.
> Sobre a proposta da Moção de repúdio feita pelo Vereador Welligton vejo como uma proposta justa, pena que Vossas Excelências decidiram não fazer. Vejo a Moção como o instrumento legal de manifestar apoio, solidariedade ou repúdio. Ao mesmo tempo, a moção serve para que a parte interessada, principalmente, quando o assunto é um repúdio, uma crítica tome conhecimento do que Vossas Excelências pensam como Vereadores deste município. Quero deixar registrado aqui que o Vereador Wellington me telefonou para explicar a sua proposta.
> Realizamos recentemente uma semana da Cidadania e o Grito dos Excluídos, cujo convite foi enviado a esta Casa através do Ofício nº 16/2011. Foi uma semana de intensa reflexão sobre o exercício de nossa cidadania como brasileiro, sergipano e britense, procurando crescer na consciência de nossos deveres e de nossos direitos. Tivemos uma participação de 50 pessoas em média.
> Não tenho poupado esforço, seja em minhas homilias seja nas reuniões, para estimular meus irmãos e minhas irmãs na fé católica a assumirem mais a dimensão social da fé, já que "a fé cristã não despreza a atividade política; pelo contrário, a valoriza e a tem em alta estima" (Documento de Puebla, 1979, nº 514) e como nos afirmam os Bispos Católicos do Brasil, no Documento nº 80 da CNBB: Evangelização e missão profética da Igreja, no número 2.4: "A política pode ser um caminho privilegiado para o serviço da justiça, ‘uma forma sublime da caridade'. (...) a Igreja quer reabilitar a política, denunciando e lutando contra a corrupção, participando da administração da ‘res-pública', encorajando os cristãos a ‘entrar' na política e acompanhando os que já atuam neste campo".

> Iremos dentro de alguns dias está caminhando em Ofício, mas jáaproveito para convidar Vossas Excelências para uma tarde de reflexão sobre a questão ecológica em nosso município, retomando o tema da Campanha da Fraternidade de 2011, Fraternidade e Vida no Planeta Terra, a ser realizada no dia 08 de outubro, sábado, das 14 às 17 horas no Centro de Pastoral Paroquial. Vamos refletir sobre a questão do saneamento básico (água e esgoto), do lixo (aterro sanitário e reciclagem) e a revitalização da Serra de São José (projeto Canto Vivo de Aracaju).

> Deixo aqui, também, meu apelo a Vossas Excelências para somarmos forças para melhorarmos a participação popular na vida pública de nosso município. Crescer a participação nas sessões da Câmara (sugiro que uma vez por mês Vossas Senhorias colocassem o serviço de som nas ruas convidando a população para as sessões, como fazem quando vai acontecer uma sessão itinerante nos povoados); crescer a participação da população nos Conselhos municipais (sugiro a elaboração de um cartaz com os Conselhos existentes e locais, dias e horários de funcionamento) e uma maior participação da população no acompanhamento das Contas Públicas (no ano que vem fazer uma cartaz e um trabalho de carro de som divulgando o direito de acompanhar por 60 dias as contas públicas da Prefeitura e da Câmara de Vereadores).

> Encerro dizendo do meu apreço por esta Casa Legislativa, por aqueles e por aquela que neste mandato exercem este importante serviço ao povo britense. Coloco-me, mais uma vez, à inteira disposição de Vossas Excelências, para colaborar enquanto pessoa, cidadão e enquanto Religioso Vocacionista Padre Pároco em tudo que esta Casa precisar para trazer benefício à nossa população, especialmente aos mais pobres e excluídos.